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  • Foto do escritorJosé Alexandre Monteiro

Transformação Digital em Instituições de Ensino


Transformação digital (TD) é um conceito que está em alta. Embora essas ideias já fossem bem compreendidas na década de 1990 e 2000, é agora que mais se comenta sobre isso, e o mesmo se vê na transformação digital na educação.

Embora ela já viesse acontecendo, os últimos anos trouxeram muito mais holofotes a esta tendência, além de um forte impulso trazido pela pandemia, que fez muitos processos se voltarem ao digital, em um movimento irreversível – felizmente, dadas todas as vantagens que ele proporciona.

Quando olhamos especialmente para o segmento educacional, vemos claros reflexos disso, como o Ensino a Distância (EAD), além de novidades até mesmo no modelo presencial, com novas tecnologias, recursos e ferramentas capazes de melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.


O que é transformação digital?

Em suma, é a integração de tecnologias digitais em todas as áreas de um negócio. Porém, não se trata apenas da adoção da tecnologia propriamente dita, mas sim de uma mudança cultural por parte das instituições, que devem estar dispostas a se desafiar e até mesmo mudar seu modus operandi.

Este é um conceito amplo e que já movimenta cifras significativas. De acordo com a IDC, as despesas globais com tecnologias e serviços que possibilitam a transformação digital devem atingir US$ 2,3 trilhões em 2023, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 17,1% entre 2019 e 2023.

Inclusive, a TD também pode ser vista em nossas vidas na prática, da interação com assistentes virtuais, que recorrem à Inteligência Artificial para responder nossas solicitações; à procura pelas mídias sociais de uma empresa ao invés de ligar para o atendimento ao cliente, por exemplo.


Como a transformação digital na educação se manifesta nas instituições de ensino?

Por meio da integração de tecnologias digitais em sua rotina, além de uma mudança cultural, já que as instituições devem ter uma mentalidade aberta para lidar com as novidades do mercado. Isso será percebido e assimilado pelos alunos, professores, coordenadores e todos os demais colaboradores.

Uma vez que os diretores e gestores tenham dado início a essa mudança cultural, entra em ação o TI Educacional, departamento sempre importante, mas que ganha ainda mais destaque quando as mudanças estão diretamente relacionadas à tecnologia.

Esta pode ser uma mudança difícil, especialmente no início, já que demanda mudanças significativas no planejamento organizacional e em sua execução. Porém, com o passar do tempo, a transformação digital na educação, que é praticamente obrigatória, será lidada com muito mais naturalidade.

Alguns exemplos práticos de transformação digital na educação são os seguintes:


  • Realidade Aumentada, Virtual e Mista: essas tecnologias permitem que os alunos assumam ainda mais o papel de protagonistas em seu aprendizado, já que podem colaborar e interagir com os conteúdos de uma maneira totalmente diferente.

  • Novos espaços de aprendizagem: ao invés de salas de aula tradicionais, com uma lousa na frente e os alunos dispostos cada um em sua mesa, o “redesign” dos espaços é uma tendência cada vez mais intensa. As lousas podem dar espaço a telas interativas, ao passo que a disposição dos alunos pode se dar cada vez mais como acontece no mercado de trabalho, visando a cooperação e a colaboração entre os estudantes.

  • Aprendizagem personalizada: ao invés de um ensino padronizado para toda a classe, a transformação digital na educação abre portas para a personalização. Assim, pode-se focar nos pontos que cada aluno mais precisa, de modo a potencializar seu desenvolvimento.

  • Ensino híbrido: este é um termo que começou a fazer parte do cotidiano de muitos professores com a chegada da pandemia, e sua realização não seria possível sem o apoio da tecnologia. Além de abrir novas possibilidades, também há um reforço para o papel central do aluno como o maior responsável por seu desenvolvimento, já que há menos instruções diretas por parte dos professores e mais métodos de aprendizagem baseados na descoberta.

  • Gamificação: os jogos podem (e devem) ser usados como ferramentas instrucionais. Assim, o ensino se aproxima a algo que já faz parte da rotina dos alunos, o que tende a aumentar sua aceitação, além de permitir um aprendizado prático e que recorre a desafios para ajudar na assimilação dos conteúdos.


O impulso trazido pela pandemia

Embora a transformação digital na educação não seja necessariamente uma novidade, ela ainda não fazia parte da rotina de muitos professores e instituições de ensino. Porém, a chegada da pandemia fez com que a adaptação tivesse que ser feita rapidamente.

De acordo com um levantamento da UFMG e da CNTE, 89% dos professores não tinham experiência anterior à pandemia para dar aulas remotas. Além disso, 42% dos entrevistados afirmaram seguir sem treinamento, aprendendo tudo por conta própria.

Isso mostra como a transformação digital na educação ainda caminhava a passos lentos, mas a chegada inesperada da pandemia fez com que as instituições de ensino e os docentes precisassem correr rumo ao seu encontro, em um percurso desconhecido em boa parte.

Hoje, depois de passado mais de um ano do início da quarentena, ainda é importante que o gestor educacional invista no treinamento e na atualização dos professores em relação às tecnologias digitais, mas os profissionais já estão lidando com ela com maior naturalidade do que ocorreu naquele primeiro momento.

De fato, embora a mudança tenha sido muito rápida, ela impulsionou a transformação digital na educação, que é fundamental e continuará sendo daqui em diante.


Como as instituições estão passando pela transformação digital na educação?

Cada uma precisa analisar o cenário atual e pensar na melhor forma de se aliar a essa transformação, que é indispensável para quem deseja se destacar em relação à concorrência.

Exemplos não faltam. A Deakin University, em Victoria, Austrália, fez uma parceria com a IBM para ser a primeira universidade do mundo a implementar a inteligência artificial Watson. Assim, ela criou um serviço online de aconselhamento estudantil que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano.

Temos também exemplos no Brasil, como o Centro Paula Souza (CPS), que passou a usar o Sistema de Gestão de Provas do Prova Fácil para gerar, aplicar e corrigir avaliações no EJA (Educação de Jovens e Adultos) e no curso de Formação Pedagógica.

O CPS também usa o recurso de aplicação de provas online para avaliar professores espalhados por vários municípios de São Paulo.

De acordo com Artur Jovanelli, professor responsável pela aplicação de provas no curso de Formação de Docentes, a instituição ganhou agilidade na correção de questões discursivas, além de melhorias logísticas e de produtividade, que impactaram positivamente em toda a instituição.


 

A transformação digital na educação veio para ficar, e a JAM Tech está totalmente engajada com as novas tecnologias para ajudar sua instituição percorrer este caminho com passos largos e assertivos. Nada de gambiarras tecnológicas. Deixe-nos conduzir sua equipe neste processo!

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